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Tomás de Aquino
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por: - Data:02/04/2016 às Horário: 15:51
A Ética Filosófica em Tomás de Aquino
Anexos do Artigo: 

Resumo

 

A proposta deste trabalho é mostrar a existência de uma ética filosófica no bojo da teologia moral de Tomás de Aquino, em sua mais acabada formulação, a saber, a IIa. parte da Summa Theologiae. Acreditamos que, comentando a Ética a Nicômaco de Aristóteles no mesmo período em que começava a composição da IIa. parte da Summa Theologiae, e pautado no axioma a graça não suprime a natureza, mas a aperfeiçoa, o Aquinate tenha deixado um testemunho eloquente de que não buscava suprimir a ética do Estagirita, senão integrá-la em sua síntese teológica pessoal. Pelo que pensamos existir em Tomás — dentro de sua teologia moral — uma ética filosófica. Destarte, julgamos oportuno mostrar como esta ética pode ser proposta para todos os homens.

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Voluntário do saber

 

O meu trabalho. Recordo emocionado o duro que dei para fazê-lo. Já lia espanhol, estudei o básico do grego clássico e do latim, fiz proficiência em francês, prova de aptidão à leitura de língua estrangeira em italiano e um curso de italiano com o Prof. Vito Nunziante (de feliz memória). Não sou um erudito em línguas. Pensei em tudo para este trabalho ficar um brinco, pulcro (diriam os escolásticos). Queria dar o melhor para a Instituição. Como usei muito Lima Vaz, meus superiores e eu conseguimos para minha Banca um jesuíta que foi aluno dele e ajudou a reunir os manuscritos que vieram a se tornar os seus famosos Escritos de Filosofia. Trata-se do Prof. Aloir Pacini. Como usei a edição bilíngue da Contra Gentiles e uma monolíngue do Compendium, ambas traduzidas por D. Odilão Moura e revisadas por Luis Alberto de Boni, a Providência divina colocou em minha Banca também o Prof. Luis Alberto De Boni, um dos maiores medievalistas do mundo. Depois soube que o professor foi aluno de Rahner, Metz, Kasper e outros (De tremer na base). Por fim, aconselhado pelo mesmo Prof. De Boni na Banca, procurei ler a obra Paradigma Teológico de Tomás de Aquino e conhecer seu autor, Frei Carlos Josaphat. Frei Carlos foi o coordenador e um dos tradutores da edição bilíngue da Summa Theologiae da Loyola que usei no meu trabalho. É professor emérito da Universidade de Fribourg (Suiça). Foi aluno de Jacques Maritain e para a escola dominicana francófona é o maior especialista na IIa. parte da Summa Theologiae vivo do mundo (Fiquei com as pernas bambas quando falei com o Frei por telefone). O livro foi bem saudado.

Se falar de Tomás hoje é difícil entre católicos, imaginem a colegas de outras religiões, agnósticos e ateus. Aí é que “a porca torce o rabo”. Como já dizia abertamente na Academia a superiores e estudantes, o meu trabalho partiu da observação de um fato, da constatação de um problema real, de uma experiência ainda por ser descrita, verbalizada. Ele nasceu nas salas e corredores de uma universidade pública. Não nasceu primariamente de livros. Pois bem, transpor esta realidade viva e vivida para o mundo das palavras e mostrar como Tomás também a enxergava e a ela oferecia uma resposta, eis o desafio. Ademais, era importante fazer-me entender. O meu texto fala por si, creio. O grande número de citações é intencional, pois vivemos num país onde poucos alunos podem ter a sua biblioteca. Ao mesmo tempo, colocar o leitor em contato com as fontes é fundamental. As traduções são também propositais. Algumas vezes assumi eu mesmo a tarefa arduíssima de traduzir. Somos ainda uma nação monoglota. Sentia ser meu dever tornar a dissertação acessível a muitos e não só a especialistas. Nunca olhei para a pesquisa pensando primeiramente em títulos, mas faço o que faço, apesar das adversidades, porque amo. Eu me sinto a serviço do conhecimento, seja quando aprendo, seja quando ensino. À medida que o tempo vai passando, ainda que várias vezes “enfie o pé na jaca”, vou assimilando-me cada vez mais ao que escrevi. 

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TERCEIRA EDIÇÃO/2021

“Um mestrado envolve também a entrega confiante que o aluno faz aos seus superiores do seu futuro, da sua maioridade intelectual. É uma oportunidade única de crescimento.”

Peço licença. Caros superiores, estimados colegas, “o homem é uma ideia em marcha”. Por trás de um mestrando, existe a sacralidade de uma vida que escolheu buscar aperfeiçoamento pessoal. Há uma espécie de santidade, que deve ser sempre respeitada, a revestir uma pessoa quando esta está tentando escrever a sua própria história. Fiz tanto sacrifício para realizar este processo que ele me trouxe um problema sério no olho esquerdo. O importante problema na córnea me impede agora de tratar o grave problema do glaucoma. Tive de postergar sonhos. Perdi temporariamente um pouco da minha capacidade inventiva. Alguns dos meus planos protelados estão no Prefácio. Com esta edição, termino de forma legítima uma página ou capítulo da minha biografia, honrando a definição que tenho de virtude. Agir com aret, ou seja, com excelência, é dar habitualmente o melhor de si e da melhor forma possível. Busco não propriamente o reconhecimento ou o elogio, mas a eydaimonía, a felicidade. De fato, a felicidade outra coisa não é senão realizar de forma ótima o seu érgon, isto é, a sua função, a sua obra. Com a publicação, procuro ainda criar koinōnía com mais pessoas da mesma área. E faço isso, reitero, para ser eydaímōn, para ser feliz na vida, pois ninguém pode ser feliz sem vínculos humanos duradouros. Aliás, criar pontes para uma sadia convivência é a nossa primeira tarefa. Não aceitar a racionalidade própria da filosofia prática procede, o mais das vezes, de um processo de hipertrofia da mente, o qual gera uma unilateralidade metodológica que fecha horizontes e que, levada a termo, pode prejudicar carreiras promissoras, inclusive de outrem. Espero que apreciem o texto, que se afeiçoem a ele. Por fim, prezados amigos, se conto com o apreço de vocês, peço que compartilhem esta publicação. Obrigado!

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Como cristão católico, acredito que a santidade e a felicidade última do ser humano só a graça crística pode nos dar. Creio que até a ordem natural, com a graça, é aperfeiçoada. Por outro lado, conheço pessoas éticas e felizes que não são cristãs ou crentes. Ora, é possível alguém ser ético e feliz no plano natural sem ser cristão? Há manuais e autores cristãos que parecem acreditar que não. Alguns deles, em suas exposições filosóficas, nem chegam a abordar a moral de um Tomás de Aquino. Mas essa abordagem da moral sob o ângulo filosófico é mesmo possível em Tomás?

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Minha Defesa de Mestrado, 2016. As universidades foram uma invenção dos escolásticos do século XIII. Tomás de Aquino, um mestre no ofício de ensinar, certamente deu a sua contribuição para que esta criação vingasse. Por isso, quando vejo uma Universidade censurar os escolásticos, lembro-me de uma marchinha de carnaval chamada Pedreiro Waldemar (Roberto Martins e Wilson Batista). A marchinha é de 1949 e fez um bruto sucesso na voz do cantor Blecaute. Ela foi citada por Carlos Arthur em seu livro Um mestre no ofício: Tomás de Aquino:

Você conhece o pedreiro Waldemar?
Não conhece? Mas eu vou lhe apresentar.
De madrugada, toma o trem da Circular,
Faz tanta casa e não tem casa pra morar. (bis)
Leva marmita embrulhada no jornal.
Se tem almoço, nem sempre tem jantar.
O Waldemar, que é mestre no ofício,
Constrói um edifício e depois não pode entrar.

Felizmente, meus superiores da UFMT, minha segunda casa, acolheram a mim e a Tomás. Fizeram justiça social. Por isso, hoje posso oferecer o link do meu livro. Muito obrigado!

 

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