Várzea Grande/MT,
-
2 Usuários Online
Já temos  visitas
desde o dia 03/03/2008
  MENU
  FILOSOFIA
  TEOLOGIA
- Sites de Teologia
- Sites de Filosofia
- A Ética Filosófica em Tomás de Aquino
- Humildade e exaltação: A dinâmica do amor
- Deus é um seio – Narrativas evangélicas
- Marxismo: A “sacrossanta” anulação do amor ao próximo por amor à humanidade
- Deus, Filosofia e Vida – Uma primeira aproximação
Tomás de Aquino
Postado em:02/04/2016 às 15:51 
A Ética Filosófica em Tomás de Aquino
Como diria Gonzaguinha, começaria tudo outra vez, se preciso fosse! Certamente não da mesma forma, até porque  nu...
Postado em:28/03/2015 às 23:49 
Humildade e exaltação: A dinâmica do amor
Apesar de lançado agora, há muito escrevi este artigo. O autor do livro do Eclesiástico afirma: “Não ordenou a ninguém s
Postado em:01/03/2015 às 15:28 
Deus é um seio – Narrativas evangélicas
No filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo, o que mais me impressionou foi a absoluta fidelidade de Nosso Senhor a Ele m
Postado em:17/12/2014 às 12:34 
Marxismo: A “sacrossanta” anulação do amor ao próximo por amor à humanidade
Um dos rituais judaicos para expiação dos pecados consistia no fato de toda comunidade colocar as mãos sobre um bode e c
Postado em:30/09/2014 às 17:54 
Deus, Filosofia e Vida – Uma primeira aproximação
Há muito escrevi este texto. Não faço ideia em que gênero literário enquadrá-lo.  Também não julgo que seja desti...
Fé e Razão
por: - Data:05/06/2010 às Horário: 23:13
Anselmo: Fides quaerens intellectum
Anexos do Artigo: 

Anselmo é, sem nenhum favor, chamado de o Pai da Escolástica. Talvez isto se deva à sua doutrina acerca das relações entre fé e razão. Nele, o pensamento cristão parece encontrar uma máxima que o norteará séculos afora: Neque enim quaero intelligere ut credam, sed credo ut intelligam. Estamos no século XI. Anselmo se encontra entre dialéticos e teólogos, sendo que uns e outros defendem posições extremadas. Do lado dos dialéticos, pretende-se compreender tudo pela razão, como se a fé fosse dispensável. Por parte dos teólogos, a especulação racional parece não encontrar espaço dentro da teologia. Ora, o Arcebispo de Cantuária revela o seu gênio conciliador, ao propor a fórmula: fides quaerens intellectum. Se, por um lado, os dialéticos devem ceder a primazia à fé, por outro, os teólogos devem admitir que não procurar investigar o que se crê é negligência.

Agora bem, é justamente nesta solução – i.é, no fides quaerens intellectum –, aparentemente inquestionável, que surgem os mais árduos problemas. Com efeito, tudo se passa como se fosse possível compreender pela razão, a totalidade daquilo em que se crê por fé! Deste modo, embora não tendo a pretensão de esgotar o mistério, Anselmo tenta propor rationes necessariae pelas quais julga exequível à razão humana  poder admitir a necessidade da Trindade e da própria Encarnação. Em nosso modesto texto, intentamos mostrar como, para Anselmo, deve-se primeiro crer para depois se poder compreender. Uma vez tendo aderido aos artigos de fé, pela fé, pensa Anselmo ser possível à razão prescindir da revelação – sem prescindir da piedade – a fim de poder apreender os artigos de fé por suas próprias forças. Aliás, este processo acontece espontaneamente e olvidá-lo seria negligência, pois a fé busca compreender. Entretanto, a falar com exação, parece que Anselmo, mormente no argumento acerca da existência de Deus, consignado no Proslogion, não consegue abster-se do dado revelado na sua especulação racional. Tentaremos, com esmero, frisar isto. Tencionamos, ademais, mostrar que, conquanto o Bispo de Cantuária não tente decodificar os mistérios da fé em esquemas racionais, tenta dar a eles “rationes necessariae”, o que o leva a atribuir à razão poderes quase ilimitados e a confundir, de certo modo, teologia com filosofia.

 Sobe |    
   Documentos da notícia:
 Anselmo_fides_quaerens_intellectum.pdf
  Copyright © filosofante.org.br 2008 - Todos Direitos Reservados