Permanecendo fiéis ao método de explanação de Tomás, segundo o qual a origem de todos os nossos conhecimentos está nos sentidos, começaremos por designar aqueles seres (entia) que nos são dados na nossa mais imediata experiência sensível. Designá-los-emos, pois, pelo termo: substância (substantia). Estas substâncias, por seu lado, constituem um todo completo, a formar uma unidade ontológica passível de existir e ser definida. Ora, à substância (substantia), enquanto passível de definição, chamaremos de essência (essentia).
Ora bem, dissemos que a substância (substantia) forma uma unidade ontológica suscetível de ser definida. De resto, esta unidade ontológica, enquanto passível de ser expressa num conceito (conceptus), havemo-la chamado de essência (essentia). De sorte que a essência (essentia) irá designar esta mesma unidade ontológica, ou seja, será ela que – enquanto expressa na definição –, irá dizer-nos o que é (quid est) a substância (substantia): “Exactamente la essencia es lo que la definición dice que es la sustancia.” Portanto, será a essência (essentia), expressa num conceito (conceptus), que responderá à pergunta: “quid sit?”, isto é, será ela que nos irá fazer conhecer o que uma coisa (res) é, o seu quid est. Por conseguinte, enquanto expressa numa definição, a essência (essentia) deverá ser chamada quididade (quidditas). |